Eu não sou muito fã desses programas-realidade que entupiram a televisão. Para falar a verdade, reality pra mim se resume a uma partida de futebol e olhe lá. Não conheço um canal da TV À cabo que não possua o seu programa, seja qual for o tema.Minha primeira experiência com os realitys foi o No Limite. Legal e tal, mas a Globo deu um mole desgraçado em deixar o resultado vazar. Depois veio a Casa dos Artistas do SBT e o tal Big Brother. Vi, acho, que duas ou três edições até cair a ficha que estava perdendo meu tempo. Mas a quantidade de programas aumentava absurdamente. Valia de tudo e até reality porn criaram.
Existem alguns até inteligentes, como os da People & Arts que se não fossem as reprises, eu continuaria a ver. Só que aquele Changing Rooms já repetiu tanto os episódios que quem viu tudo, hoje pode se considerar decorador sem ter estudado. Reprise eu só permito para Seinfeld e Married With Children, sempre engraçadíssimas mesmo após tanto tempo.
Mas se tem um reality que eu ainda vejo. Não inteiro, só a parte que vale a pena. Estou falando do American Idol e da etapa de testes. No início as pessoas levavam a sério então víamos bizarrices espontâneas. Hoje virou espetáculo e todo tipo de mané quer aparecer na tv, o que tirou um pouco a graça. Mas os sem-noção ainda existem, graças a Deus, e para nossa alegria continuam nos brindando com suas apresentações antológicas.
Começou a passar ontem no Brasil a sétima temporada do programa e logo de cara eu puder ver James Lewis com sua voz de Darth Vader dublando Barry White. Infelizmente eu só pude acompanhar 10 segundos da performance do rapaz, pois nos dois minutos restantes eu estava desopilando o fígado de tanto rir. Foi a primeira vez que vi uma pessoa que de fato fala “baleiês” (Procurando Nemo).
Sério mesmo, quem é que diz para essa pessoa que ela sabe cantar? Isso é coisa de avó, só pode ser. O cara cantou numa noite de Natal e as velhas ficaram todas felizes com a habilidade do rapaz. O tio, aquele sacana de sempre, preferiu não contraria e enquanto ria com o cunhado e o irmão mais velho do garoto, aplaudia cinicamente. Aí o cara acha que tem capacidade e se humilha para milhões de pessoas ao redor do mundo.Mas não vamos crucificar o pobre James, pois ele não é o único. O infeliz abaixo achou que tinha voz para cantar Queen e o pobre Freddie não merecia esse “tributo”. O melhor é Randy completando a música com “carry on, carry on” após o cara re-matar o vocalista da lendária banda inglesa. Ou Simon falando “ensinar você a cantar seria como treinar uma pessoa de uma perna só a ganhar os 100 metros rasos”.
Além dos que foram enganados pela família e/ou amigos e acham que sabem cantar, tem muita gente que apenas quer aparecer, como o idiota aí embaixo que se fantasiou de…. bom, disso aí. O pior, é que ele chegou peludo ao teste, nem cantou, foi embora para se depilar e voltou. Deve ter sido aposta com alguém. “Quer ver que eu faço isso no American Idol?”. Se pelo menos rendeu uma grana, tudo bem.
Outro que não pode ter comparecido ao teste achando que sabia cantar foi Renaldo Lapuz. Não obstante o fato de chegar para cantar numa roupa esdrúxula, o cara ainda resolveu levar uma música própria que se fosse no Brasil, já estaria nos toques de celular dos engraçados de plantão. Mas cuidado! Ela fica na cabeça.
Essa fase de testes do American Idol realmente vale a pena assistir para ver o quão ridícula uma pessoa pode ser. Tanto quem faz de propósito ou quem acredita que sabe cantar, não tem como não se impressionar com certas figuras que passam pela seleção dos juízes. Para terminar, coloca abaixo uma compilação de piores de algumas temporadas. O china que canta “She Bangs” do Ricky Martin é até hoje um dos melhores que já passaram por lá.Quando o programa fica sério, literalmente perde a graça e eu arrumo outra coisa para fazer.


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